I Jornadas da Figueira-da-índia de
Estremoz
Durante a FIAPE 2015, Feira Internacional de Agropecuária e
Artesanato de Estremoz, foi organizado pelo Gabinete de Planeamento e Gestão
Ambiental do Município, as I Jornadas da Figueira-da-índia. O evento em questão,
veio a verificar-se e despertou por parte dos participantes, grande interesse
pelos temas abordados, tendo assistido ao mesmo agricultores da região e de
outros pontos do país. O coloquio que decorreu durante o dia 30 de abril último,
consistiu em duas partes, durante a amanhã abordou-se a temática do ponto de
vista técnico e teórico-prático, tendo decorrido da parte da tarde uma visita a
duas plantações com a cultura em explorações agrícolas, na freguesia de S.
Lourenço de Mamporcão.
O objetivo principal das I Jornadas
da Figueira-da-índia, foi dar a conhecer melhor a cultura da
figueira-da-índia, principalmente de modo a tentar diversificar um pouco mais a
oferta aos agricultores, no sentido de optarem por novas culturas, que se
adaptem às nossa condições edafo-climáticas, e que possam servir para reforçar,
neste caso e principalmente, a fileira da fruticultura, foi igualmente, abordado
nestas jornadas, a vertente forrageira da cultura, e a sua importância na
pecuária, principalmente em períodos de seca ou carência de recursos hídricos.
Trata-se de uma cultura pouco
exigente, que de certo modo será fácil fazer e convém que seja executada em
MPB, de modo a conseguirmos melhores rendimentos para o agricultor e
ambientalmente mais sustentável.
O excelente painel de oradores foi presidido
pelo Dr. Francisco Ramos, Vice-presidente do Município de Estremoz e constituído
pela Dra. Mariana Regato, coordenadora do Centro Hortofrutícola da Escola
Superior Agrária de Beja, Teresa Laranjeiro, Presidente da Cooperativa
Exoticfruits, Engo. Tomé Panazeite, Presidente da Confraria da Figueira e do
Figo-da-índia e ainda por mim próprio como organizador e moderador dos temas
abordados.
Depois de um intervalo para um cofeebrak,
pudemos degustar alguns produtos provenientes da transformação do
figo-da-índia, como bolos, compotas, que foram gentilmente cedidos por
comerciantes e produtores. A seguir foi constituído, um segundo painel, onde
podemos contar com a presença de três agricultores, respetivamente, pelo Eng.º
João Gomes e pelo Sr. Daniel Aldeagas, ambos produtores de figo-da-índia, e
ainda pelo Dr. Manuel Ramalho produtor de palma forrageira para pecuária. Os
oradores falaram das suas motivações e esperanças quanto à cultura debatida,
seguindo-se um período para perguntas para esclarecimento dos participantes,
para diversas questões e dúvidas quanto à cultura.
O coloquio foi bastante participado
como podemos ver pelas fotos que se seguem, tendo muitos dos participantes
comentado, que se tornava imperativo programar já as próximas jornadas da
Figueira-da-índia.
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