terça-feira, 5 de maio de 2015

I Jornadas da Figueira-da-índia de Estremoz

I Jornadas da Figueira-da-índia de Estremoz

Durante a FIAPE 2015, Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz, foi organizado pelo Gabinete de Planeamento e Gestão Ambiental do Município, as I Jornadas da Figueira-da-índia. O evento em questão, veio a verificar-se e despertou por parte dos participantes, grande interesse pelos temas abordados, tendo assistido ao mesmo agricultores da região e de outros pontos do país. O coloquio que decorreu durante o dia 30 de abril último, consistiu em duas partes, durante a amanhã abordou-se a temática do ponto de vista técnico e teórico-prático, tendo decorrido da parte da tarde uma visita a duas plantações com a cultura em explorações agrícolas, na freguesia de S. Lourenço de Mamporcão.
O objetivo principal das I Jornadas da Figueira-da-índia,   foi dar a conhecer melhor a cultura da figueira-da-índia, principalmente de modo a tentar diversificar um pouco mais a oferta aos agricultores, no sentido de optarem por novas culturas, que se adaptem às nossa condições edafo-climáticas, e que possam servir para reforçar, neste caso e principalmente, a fileira da fruticultura, foi igualmente, abordado nestas jornadas, a vertente forrageira da cultura, e a sua importância na pecuária, principalmente em períodos de seca ou carência de recursos hídricos.
Trata-se de uma cultura pouco exigente, que de certo modo será fácil fazer e convém que seja executada em MPB, de modo a conseguirmos melhores rendimentos para o agricultor e ambientalmente mais sustentável.
O excelente painel de oradores foi presidido pelo Dr. Francisco Ramos, Vice-presidente do Município de Estremoz e constituído pela Dra. Mariana Regato, coordenadora do Centro Hortofrutícola da Escola Superior Agrária de Beja, Teresa Laranjeiro, Presidente da Cooperativa Exoticfruits, Engo. Tomé Panazeite, Presidente da Confraria da Figueira e do Figo-da-índia e ainda por mim próprio como organizador e moderador dos temas abordados.
Depois de um intervalo para um cofeebrak, pudemos degustar alguns produtos provenientes da transformação do figo-da-índia, como bolos, compotas, que foram gentilmente cedidos por comerciantes e produtores. A seguir foi constituído, um segundo painel, onde podemos contar com a presença de três agricultores, respetivamente, pelo Eng.º João Gomes e pelo Sr. Daniel Aldeagas, ambos produtores de figo-da-índia, e ainda pelo Dr. Manuel Ramalho produtor de palma forrageira para pecuária. Os oradores falaram das suas motivações e esperanças quanto à cultura debatida, seguindo-se um período para perguntas para esclarecimento dos participantes, para diversas questões e dúvidas quanto à cultura.

O coloquio foi bastante participado como podemos ver pelas fotos que se seguem, tendo muitos dos participantes comentado, que se tornava imperativo programar já as próximas jornadas da Figueira-da-índia.

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