A proteção fitossanitária
das culturas em AB deve ser encarada sempre numa perspetiva preventiva desde a
instalação da cultura no terreno.
Surgem por vezes muitos
desequilíbrios, em termos de pragas e doenças, que são provocados por más
práticas agrícolas, como podas mal conduzidas (feridas nos cladódios),
fertilizações deficitárias ou excessivas e má gestão da diversidade.
Deste modo, durante o
período de conversão, teremos que proceder a uma avaliação prévia das
principais práticas culturais que podem vir a influenciar o equilíbrio fitossanitário,
tendo como objetivo prevenir o aparecimento de pragas e doenças.
Os tratamentos
fitossanitários só deverão ser utilizados, depois de implementadas as medidas
preventivas e em caso de risco para a cultura.
Podemos ter conhecimento das
substâncias permitidas em AB, através do Anexo II do Reg. (CE) nº 889/2008.
Uma boa prática de que
podemos dispor, para evitar alguns tratamentos fitossanitários, será a
diversificação do agro-sistema. No caso de pomares de figueira-da-índia, passa
por introduzirmos bandas de compensação ecológica (faixas floridas
intercaladas) e permitir bordaduras espontâneas. Outra forma de diversificar o
agro-sistema pode ser a plantação de sebes compostas por plantas lenhosas ou
mesmo por canas. Podemos ainda promover o aparecimento e manutenção de fauna
auxiliar, como por exemplo a Coccinella
septempunctata, conhecida vulgarmente por “joaninha”, através da construção
de zonas de refúgio como bosquetes, pequenos lagos, simples montes de pedras ou
moitas.

Sem comentários:
Enviar um comentário