terça-feira, 11 de outubro de 2016

Proteção fitossanitária da figueira-da-índia em Modo de Produção Biológico


A proteção fitossanitária das culturas em AB deve ser encarada sempre numa perspetiva preventiva desde a instalação da cultura no terreno.

Surgem por vezes muitos desequilíbrios, em termos de pragas e doenças, que são provocados por más práticas agrícolas, como podas mal conduzidas (feridas nos cladódios), fertilizações deficitárias ou excessivas e má gestão da diversidade.

Deste modo, durante o período de conversão, teremos que proceder a uma avaliação prévia das principais práticas culturais que podem vir a influenciar o equilíbrio fitossanitário, tendo como objetivo prevenir o aparecimento de pragas e doenças.

Os tratamentos fitossanitários só deverão ser utilizados, depois de implementadas as medidas preventivas e em caso de risco para a cultura.

Podemos ter conhecimento das substâncias permitidas em AB, através do Anexo II do Reg. (CE) nº 889/2008.

Uma boa prática de que podemos dispor, para evitar alguns tratamentos fitossanitários, será a diversificação do agro-sistema. No caso de pomares de figueira-da-índia, passa por introduzirmos bandas de compensação ecológica (faixas floridas intercaladas) e permitir bordaduras espontâneas. Outra forma de diversificar o agro-sistema pode ser a plantação de sebes compostas por plantas lenhosas ou mesmo por canas. Podemos ainda promover o aparecimento e manutenção de fauna auxiliar, como por exemplo a Coccinella septempunctata, conhecida vulgarmente por “joaninha”, através da construção de zonas de refúgio como bosquetes, pequenos lagos, simples montes de pedras ou moitas.
 

 

 

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